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Bombeiros-mergulhadores da Cruz Branca efetuam mais uma missão com êxito

Os Bombeiros-mergulhadores da Cruz Branca de Vila Real, recuperam amostrador de colheita de amostras de água perdido na Barragem de Torre do Pinhão.

Este equipamento desapareceu nas águas da barragem no decorrer de uma recolha de amostra de água para controlo, efetuada por técnicos do Laboratório Regional de Trás-os-Montes, no verão passado.

A pedido do referido laboratório, os Bombeiros-Mergulhadores da Cruz Branca efetuaram uma busca ao local que resultou na localização e recuperação do equipamento a uma profundidade de 14,6 metros.

Esta operação decorreu cerca de três meses depois do seu desaparecimento, com as alterações das condições de fundo da barragem, pela deposição de material transportado pelos cursos de água que desaguam na albufeira.

Não podemos deixar de referir que o sucesso destas operações não é fruto do acaso, mas estão ligadas intimamente a um processo, que se inicia com a seleção dos potenciais elementos, a aprendizagem, o treino e a experiência acumulada. Nestas condições poderemos afirmar que no nosso portefólio de intervenções, desde 1998 até ao presente, possuímos um palmarés muito importante de missões com êxito em toda a região.

A Cruz Branca e a sua “ Training Tower”

Começou por uma imagem, depois veio o sonho e entretanto tornou-se realidade.

É uma estrutura metálica para suportar as linhas elétricas de muito alta tensão, implantada na Parada do novo Quartel nas Flores, construída com todas as orientações técnicas, desde os maciços em cimento armado aos para-raios.

Como se conclui, a sua finalidade não é propriamente para o suporte de linhas elétricas, mas para uma função nobre que é preparar homens e mulheres que se dedicam a operações de socorro. À sua estrutura inicial acrescentaram-se outras peças metálicas, como suportes para trepar pela torre, varandas, passadiços, uma escada com guarda-costas, um tubo em suspensão e, também, um poço com manilhas. Permite simular vários cenários e efetuar diversos exercícios. A sua estrutura proporciona alterações a todo o momento, criando novas situações/cenários.

É este o fim que queremos dar a esta estrutura metálica em altura que irá preparar os Bombeiros da Cruz Branca e outros para o combate aos incêndios urbanos e industriais, salvamento em altura e em estruturas, como também em espaços confinados suspensos ou subterrâneos.

Vai designar-se, “ Training Tower” pois é com treino que se aprende e que se testam os procedimentos para que a nossa intervenção no socorro tenha êxito.

Ainda não demos a obra por concluída, pelo facto de faltarem meios para fechar o nosso projeto de ideias, talvez nunca se dê por concluída, visto as potencialidades da estrutura metálica serem tantas que incentivam a imaginação a fabricar soluções intermináveis.

 

Partiu o último Quarteleiro – O Jaime

O Sub-chefe Jaime, do quadro de Honra dos Bombeiros da Cruz Branca de Vila Real, faleceu no passado dia 11 de outubro.

Encontrava-se doente e esteve hospitalizado durante várias semanas no Hospital de S. Pedro.

Este Bombeiro iniciou as funções de Quarteleiro na Cruz Branca, em 1972. Foi uma figura carismática nos Bombeiros. A sua esposa D. Maria José atendia o telefone, tocava a sirene e efetuava os procedimentos em vigor na altura. Viveram durante 33 anos no Quartel Eng. Arantes e Oliveira.

A evolução da estrutura dos Bombeiros implicou a criação dos Operadores de Central que passaram a exercer as funções nas Centrais de Comunicações em turnos rotativos. Solução idêntica passou a ser usada nos motoristas de serviço, ficando, assim, substituída a figura do Quarteleiro.

Como Quarteleiro, Motorista e Bombeiro, “ O Chefe Jaime” como era conhecido, prestou muitos serviços de grande valia à comunidade.

É preciso recordar que o nosso Velho Hospital não dispunha de meios humanos e tecnológicos para assegurar o apoio à população da região e efetuavam-se, deste modo, inúmeras transferências diárias para os hospitais do Porto.

O percurso era feito pela antiga estrada nacional 15, serpenteando a Serra do Marão, a qualquer hora do dia ou da noite, com neve ou com gelo. Foram longos anos numa correria para o Porto em que os doentes muito raramente eram acompanhados pelo médico ou enfermeiro, sendo entregues a homens bons como o Jaime.

No embarque dos doentes, por vezes, os médicos na porta do Velho Hospital recomendavam à luz de uma convivência diária e amiga “ o caso é grave, não percas tempo Jaime”.    

A Ford Taunus azul,  a Mecedes-Benz e mais tarde as várias Volvo eram as máquinas que cortavam o Marão em contra relógio até ao Porto. O sucesso da recuperação de tantos cidadãos não se pode atribuir em exclusivo ao ato médico, mas também à disponibilidade e espírito de sacrifício do Jaime e de tantos outros que tripularam as ambulâncias em condições difíceis e que ainda hoje com uma evolução marcante na formação dos operacionais e nos equipamentos continuam a apoiar a população nas mais diversas vertentes da saúde.

Os incêndios eram “feitos” na sua maioria com o Chevrolet C60 de 1970, que o Jaime dominava tanto na estrada como na engrenagem da potente Bomba Darley-Champion. Mais tarde no início dos anos 80, aparece o Chevrolet Falcon com a utilização de espuma, mas com menos potencial de ataque ao fogo, no entanto com uma rapidez fulminante na estrada.

É com o desaparecimento do Jaime Alves Monteiro, que se fecha mais um capítulo da história dos Bombeiros da Cruz Branca.

Incêndio em Apartamento na Qta Fonte da Rainha

No dia 12 de outubro, pelas 13 horas, registou-se um incêndio num apartamento do 3º andar na urbanização da Qta. Fonte da Rainha, em Parada de Cunhos.

O incêndio foi combatido por 9 operacionais e três veículos. A intervenção dos bombeiros fez com que o incêndio ficasse confinado à varanda, no entanto a sala e cozinha ficaram bastante danificadas com o fumo e poeiras. A produção de calor foi de tal ordem que os perfis de ferro da varanda ficaram retorcidos.  

Um cão e um gato que estavam na varanda encurralados pelo fogo, atiraram-se para a rua e o cão sucumbiu devido aos ferimentos.

Desconhecem-se as causas do incêndio.  

A Sirene já está no Novo Quartel

A velha sirene que durante décadas foi sinal de modernidade e serviu para chamar os Bombeiros para o socorro foi instalada no dia 5 de Outubro no Novo Quartel.

Esta Sirene com um potente motor elétrico trifásico foi instalada pela primeira vez no Quartel Moraes Serrão, na Rua Direita. No tempo, efetivamente era um sinal de modernidade no campo tecnológico pela sua capacidade de se fazer ouvir na cidade e arredores. Substituiu desta forma as badaladas do sino da Sé, que durante longas décadas serviu para chamar os bombeiros para o fogo. A tabela das badaladas estava elaborada de forma que se pudesse identificar a rua onde o incêndio estava a ocorrer.

No atual quartel Eng.º Arantes e Oliveira, desde o final da década de 60 até 2005, foi a forma rápida de chamar os bombeiros, de dia e de noite, sempre que era necessário. Um toque seguido, o incêndio era na cidade, dois toques era fora da cidade.

Os tempos mudam e a cidade cresceu e alargou o seu espaço territorial. O efeito da sirene já não era o mesmo de outros tempos, em que Vila Real era um pequeno burgo. Os Bombeiros deixaram de estar tanto no centro histórico porque foram viver nas áreas da periferia, outros porque o trabalho exercido era fora do centro da cidade.

Surgem as novas tecnologias e são os bip os primeiros a tentar substituir a sirene e de seguida vêm os telemóveis, com as mensagens escritas que quase substituem na íntegra a função da sirene.

Assim, desde 2005, que no regular funcionamento do corpo de bombeiros, utiliza-se o sistema de mensagens, para dar informações uteis ou para pedidos de reforço de meios, não alarmando desta forma a população mais sensível e ansiosa aos silvos da sirene.

No entanto, entendemos que a sirene não será substituída em plenitude. Em momentos de falha do sistema informático de envio de mensagens, falta de corrente elétrica nas antenas da operadora ou no caso de acidente grave ou catástrofe, será a velha sirene a atuar, hoje também com a possibilidade de ser alimentada por um grupo gerador de socorro.

A sirene depois de desmontada da casa escola do quartel Eng. Arantes e Oliveira foi decapada, pintada de vermelho e ficou restaurada tudo feito pelos nossos Bombeiros.

Foi no dia 5 de Outubro, dia da República, que mais uma vez alguns dos nossos bombeiros, como gesto simbólico, colocaram a sirene na parte cimeira do Novo Quartel com a ajuda da grua do VSAE.  

 

Tractor capotou e ficou por cima do operador

Ontem, dia 3 de outubro, cerca das 20H.08m. os Bombeiros da Cruz Branca foram chamados para socorrer um tractorista que estava preso debaixo do tractor, próximo de Vila Cova.

Saíram para o local o Veículo de Socorro e Assistência Especial, uma ambulância de socorro e cinco operacionais, mais tarde reforçados por mais um Veículo de Socorro e Assistência Táctico e mais dois operacionais.

O tractor tinha caído numa depressão do solo, que era difícil identificar por estar coberto com vegetação, e então capotou ficando o operador preso com os membros inferiores.

Utilizaram-se escoras hidráulicas, o grupo energético portátil, para acionar material de elevação, outras ferramentas, uma corda para amarração do tractor e iluminação do campo de trabalho. Refira-se que o trator estava a cerca de 50 metros da estrada municipal, dentro de um povoamento florestal com todas as dificuldades inerentes a um terreno com pouca dureza que dificultava a fixação dos meios de elevação e também por ser de noite.

O estado consciente em que se encontrava a vítima implicava que todo o trabalho de resgate era efetuado de forma a não perturbar o seu estado psicológico e naturalmente protegendo o melhor possível o seu estado físico.

De referir que o momento de resgate da vítima debaixo do trator foi saudado com uma salva de palmas.  

Esteve presente a VMER, que avaliou e estabilizou o sinistrado, classificando-o de ligeiro, sendo posteriormente evacuado para o hospital de Vila Real por uma ambulância da Cruz Branca.