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O Oriente e a Cultura de Segurança

A minha amiga Professora Doutora Dolores Monteiro que estava de visita oficial a Seul, Coreia do Sul, conhecendo o meu gosto pela área da segurança “safety”,ofereceu-me uma fotografia de três lanternas colocadas em suporte de parede numa estação de metro.

Durante a conversa que tivemos sobre a sua visão do grande desenvolvimento da Coreia do Sul, reportou-me que em cada quarto de hotel, existia também uma lanterna com a mesma finalidade.

Podemos e devemos retirar várias lições sobre a forma como os coreanos vivem em sociedade. Uma delas é a sua grande preocupação na proteção da vida humana. Estes equipamentos colocados em locais de grande densidade populacional são muito uteis na eventualidade de um apagão tal como em edifícios de grande volumetria e com percursos de saída sinuosos e em altura. Pela descrição também não se encontram sinais de vandalismo, antes pelo contrário um grande respeito pelos equipamentos que são de grande valia numa situação crítica.

O desenvolvimento da Coreia do Sul, com uma expressão económica relevante no panorama regional e até no mundo, não prescinde dos investimentos na segurança.

Atores políticos de outras sociedades ainda pensam e decidem pela ideia peregrina do destino, esquecendo-se que os acidentes (tecnológicos ou naturais) correspondem na realidade a uma despesa muito elevada em toda a sua dimensão.

Se estas lanternas fossem colocadas em qualquer ponto do território nacional tenho fortes dúvidas da sua permanência muito tempo no devido lugar.

Visita aos Bombeiros de Frankfurt

O rigor germânico, a simpatia e a disponibilidade esteve presente em toda a visita.

O comandante Oliver, como combinado estava às 09h30m na porta do hotel onde pernoitamos com a sua carrinha BMW.

Com toda a disponibilidade levou-nos a uma das suas unidades. É um quartel relativamente moderno, muito prático e com todas as condições para esta unidade profissional conviver com a componente de Bombeiros voluntários.

As suas explicações ao longo da visita ao quartel e ao material enriqueceram-nos e possibilitou uma visão diferente do que se faz num País que é a locomotiva da Europa.

No final prontificou-se para nos transportar ao Aeroporto de Frankfurt, infraestrutura com que os Bombeiros têm muita responsabilidade.

Mais uma vez o Bombeiro de 2ª, Victor Teixeira possibilitou o dialogo entre as duas partes sem constrangimentos.

A Participação no Seminário Wipfelfeur – 2012, resultou em título Honorifico

Do dia 28 a 30 do mês passado, participei num seminário sobre incêndios Florestais em Hemer, Alemanha.

Esta realização teve a presença de 170 participantes da Alemanha, Holanda, Suíça, Bélgica e Espanha. Foram apresentadas comunicações por dois Comandantes de Bombeiros Alemães, um Suíço, um Holandês, uma investigadora universitária Alemã e eu próprio com o tema Incêndios Florestais em Portugal.

Na oportunidade fiz a entrega de uma garrafa de vinho com o logotipo de Vila Real e de um guião da Câmara Municipal ao representante da @fire que era um dos organizadores deste evento. Por sua vez o Comandante Maushake entregou duas agulhetas de espuma para combate aos incêndios florestais destinadas aos dois Corpos de Bombeiros de Vila Real.

Na fase final do Seminário Wipfelfeur – 2012, que se realiza de dois em dois anos, foi-me entregue o título Honorifico Silvanus 2012 – Keeper of the Forests, por decisão de uma comissão de comandantes ligados à organização. É a primeira vez que este título é entregue a um estrangeiro.

Assisti também a acções práticas de técnicas de combate a incêndios em meio florestal e uma demonstração de equipamentos por empresas do ramo.

No regresso, já em Frankfurt fui recebido pelo Comandante dos Bombeiros da cidade que me proporcionou uma visita guiada a um dos quartéis e de forma simpática transportou-me até ao aeroporto.

A minha dificuldade de conversação em língua inglesa foi colmatada pela tradução efectuada pelo Bombeiro de 2ª, Victor Teixeira que desempenhou esta tarefa com grande elevação.