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Cruz Branca realiza o primeiro curso de BREC

Realizou-se o primeiro curso de Busca de Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC) inteiramente preparado e levado a cabo por elementos da Cruz Branca.

O curso teve a duração de 50 horas, e teve como formadores o Subchefe José Augusto e o Bombeiro de 1ª Paulo Roque. Recorda-se que estes dois elementos e o Adjunto Orlando efectuaram no ano anterior formação específica na área do BREC.

O curso contou com uma preparação teórica e uma componente prática realizada no terreno, em locais com as condições naturais óptimas para o seu desenvolvimento.

Foram efectuados exercícios de localização e resgate de vítimas em valas, situações muito frequentes. Os espaços confinados foram também muito trabalhados em sub-solo. As antigas edificações das antigas minas de Vila Cova foram palco da aplicação de técnicas de penetração em edifícios, localização e resgate de vítimas. O exercício final foi realizado precisamente em Vila Cova, com intervenção diurnas e nocturnas, utilizando meios de iluminação que a Cruz Branca dispõe, designadamente um gerador rebocável de 60 kha.   

O exercício teve a duração de 24 horas, o que obrigou a uma logística considerável, que passou pela confecção da alimentação no local, montagem de tendas para descanso do pessoal, e local de higiene pessoal. Foi uma adaptação perfeita às condições naturais do espaço mineiro de Vila Cova. É com organização destes eventos que se consegue o conhecimento de novas técnicas e a sua aplicação em contexto real. O curso permitiu também a preparação de madeiras adequadas para efectuar trabalhos de escoramento, e facilitar a intervenção em locais de difícil acesso.

A Cruz Branca em Duas Rodas

No passado dia 10, um numeroso grupo de Bombeiros da Cruz Branca organizou um passeio em bicicleta – BTT, pela serra do Alvão, num total de 35 quilómetros.

A organização deste passeio contou com 55 elementos, entre atletas, apoio logístico, de emergência e no quartel, o pessoal da cozinha.

A caravana saiu do quartel devidamente formada e a pedalar com todo o vigor, no entanto para não danificar as “rodas pedaleiras” pela encosta do Alvão, estas e os atletas viajaram em veículos a motor até ao alto da serra do Alvão.

A caravana retomou os “pedais” junto à Barragem de Lamas de Ólo por via florestal em mau estado de conservação provocando uma baixa por dificuldade na reparação do furo.

No final da etapa mais difícil, a caravana estacionou no Alto do Velão para repor algum gasto energético.

Houve também lugar para as fotos de circunstância e a caravana vai novamente para a estrada, desta vez em pleno esfalfo até à meta, instalada junto ao quartel. Não faltou o pórtico de meta cedido pela Casa Delores, tantas vezes utilizado nas provas de ciclismo profissional.

Em termos competitivos verificou-se um grupo de fugitivos ao pelotão, cortando todos a meta com grande desportivismo e todos de camisola azul da Cruz Branca, pois não existiam camisolas amarelas para todos, incluindo as 7 mulheres que pedalaram com toda a firmeza.

A prova continuou, desta vez com a etapa de repor combustível na parada do quartel. Foi servido febras grelhadas, enchidos, barrigas de porco, broa e pão, caldo verde, regado por sumo variado de fruta e por um aperitivo do Douro de elevada qualidade. Para fechar esta etapa foram servidas deliciosas sobremesas que demonstraram a elevada competência dos elementos da cozinha “groumet”, pois serviram uma refeição muito light. A camaradagem esteve sempre presente, vivida com alegria, boa disposição e muito companheirismo.

A organização está de parabéns, teve nota máxima e contou com apoios exteriores das Noivas – Lueve, Padaria Fernandes, Carnes Silva e Talho Oásis.