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Bombeiros em formação de condução defensiva

Doze (12) elementos da Cruz Branca estão em formação de condução defensiva. Tendo em atenção que grande parte dos participantes são voluntários as aulas decorrem ao fim de semana num total de 21 horas.

Os temas são variados: segurança e prevenção rodoviária, direito rodoviário e práticas de condução de veículos em missão de urgência. O objectivo primário é a preparação destes bombeiros para uma condução mais ajustada à emergência. A segurança rodoviária é para todos uma preocupação permanete qualquer que seja a vertente do socorro, pré-hospitalar, transporte de doentes ou combate a incêndios. A componente prática é efectuada em veículos dos bombeiros, comentada pelo formador e formando, circulando em trânsito real. Em parque fechado vão realizar-se manobras de controlo e evasão a baixa velocidade, assim como circuito de circulação.

Cruz Branca adquire formação em BREC

Três elementos da Cruz Branca (Adjunto Orlando, Subchefe José Augusto e Bombeiro de 1ª Paulo Roque) efectuaram o curso de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas.

Este curso certificado pelos organismos competentes, teve a duração de 14 dias, de grande intensidade.

Os temas abordados respondem a um leque de riscos, designadamente a matérias perigosas, salvamento em espaços confinados, escoramentos e grande ângulo. A componente prática foi privilegiada, o que possibilitou operações no subsolo, escoramentos e utilização de vários tipos de ferramentas.

Esta formação tem como objectivo formar outros elementos da Cruz Branca de forma a responder a novos riscos. Recorde-se que estão a decorrer obras importantes na área de intervenção da Cruz Branca, designadamente a A4 e o Túnel do Marão.

Os três elementos referidos fazem parte da ULOR – Unión Latino-americana de Organismos de Resgate.

Uma vez mais os Bombeiros

Terminou mais uma campanha de incêndios florestais, com um número desproporcionado de ocorrências e concentradas em Agosto e nos primeiros dias de Setembro. Muito esforço foi dispendido pelos Bombeiros das 27 Associações do distrito de Vila Real envolvidos nos vários teatros de operações e pelas Direcções das AH, de forma que toda a máquina pudesse responder com eficiência e determinação a este desafio nacional.

Tenho a certeza que outros agentes envolvidos nesta problemática deram também o seu melhor. 

Muitos dos problemas que surgiram no DECIF ao longo do Verão foram equacionados nos briefings semanais (pela primeira vez a Federação esteve representada) realizados no CDOS, procurando-se sempre de uma forma séria encontrar as soluções mais ajustadas.

Convém recordar que o combate é o elo mais visível e mediático de toda esta cadeia relacionada com os Incêndios Florestais. A montante encontram-se outros elos da mesma cadeia que pela ausência de resultados no âmbito da defesa da floresta contra incêndios, se traduz pelo embalar de problemas que terminam no elo do combate, acrescentando, ainda mais uma tarefa à gestão envolvendo parâmetros que o homem não domina tais como as condições meteorológicas, muito severas neste Verão ou até mesmo a orografia.

Haverá, com certeza, que mobilizar as energias para promover as alterações necessárias nas vertentes que podemos e devemos alterar, designadamente no coberto vegetal e na  gestão do território, no comportamento e utilização do fogo e nas penalizações,  para exemplo,  à sociedade, para evitar situações de risco e danos ambientais.

No combate aos fogos florestais, estamos abertos à inovação, a novas experiências venha elas do saber cientifico das Universidades ou de outras instituições vocacionadas para as questões operacionais e logísticas, já que dedicação e empenho existem em quantidade como exemplo concreto de um verdadeiro serviço público, que os bombeiros cumprem com elevado espírito de missão.

Federação dos Bombeiros do Distrito de Vila Real 

(Texto publicado no boletim trimestral do CDOS de Vila Real, da autoria do Vice-Presidente da Federação, Cmdt Álvaro Ribeiro, como oficial de ligação ao CDOS) 

Túnel do Marão 2 – Exercicio/Simulacro

No dia 21 de Outubro realizou-se um exercício no interior do túnel do Marão (entrada Nascente), que envolveu os Bombeiros da Cruz Branca e as empresas construtoras Infratunel e EPOS.

O exercício foi desencadeado após a detonação das cargas explosivas, cerca das 08H40 e hipoteticamente estariam no local dois trabalhadores que foram atingido pelo desprendimento de rochas, provocando a ambos ferimentos múltiplos. O ambiente após a detonação fica muito agressivo com as partículas em suspensão e um cheiro forte a amoníaco. Por isso foram utilizados manequins a simular os sinistrados e os Bombeiros que efectuaram a busca foram protegidos com ARICAS.

Os objectivos iniciais foram atingidos e todos os elementos que se envolveram no exercício efectuaram os procedimentos de segurança definidos no Plano de Emergência.

Convêm notar que a construção do túnel do Marão e uma situação inerita para os Bombeiros da Cruz Branca pela especificidade que requer na movimentação dos meios no interior das galerias, pelo ambiente criado pelos inertes em suspensão, falta de luz e pelo único desprendimento de rochas, entro outros aspectos.

Rotary Clube de Vila Real homenageia os Bombeiros

No passado dia 15, o Rotary Clube de Vila Real homenageou os Bombeiros de Vila Real (Cruz Branca e Cruz Verde) pela sua dedicação e empenho nos serviços meritórios praticados em benefício da comunidade.

 Este acto de reconhecimento decorreu no Hotel Mira Corgo, no encontro mensal que este clube realiza e desta vez foi dedicado aos grupos profissionais. Não sendo os Bombeiros de raiz profissional, praticam uma actividade pública, necessária e executada nos métodos profissionais.

Os Bombeiros da Cruz Branca estiveram representados pelo Seu Presidente, Eng. António Graça e pelo Comandante Eng. Álvaro Ribeiro.

Das intervenções efectuadas pelas várias personalidades do Rotary, destaca-se a do Dr. Manuel Cardona que brindou o acto com a distribuição de uma fotocópia com a foto de uma caixa metálica que ainda hoje existente na torre da Sé e que servia para dar as badaladas a anunciar fogo nos tempos antigos. Cada agrupamento de ruas era identificado pelo número exacto de badaladas que a tabela definia. Também foram distribuídos uns versos dedicados aos Bombeiros, escritos por seu pai Dr. Manuel Cardona, já fedido e publicados em 1928.

A finalizar e a título de agradecimento teceram algumas palavras os Presidentes e os Comandantes dos Bombeiros, reportando também aos presentes os projectos a desenvolver a breve prazo pelas respectivas Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários.

TIR com chocolate arde no Marão

Na madrugada de Sábado um veículo articulado carregado de chocolates ardeu por completo no IP 04, Marão.

Cerca das 2h26m de Sábado passado, foi pedido socorro para um incêndio num veículo de mercadorias no IP 04. Saiu para o local, o VUCI com 5 elementos, o VECI com 5 elementos e a ABSC 04, com dois elementos que acabou por transportar o motorista ao Hospital por se encontrar com sintomas de desorientação.

O veículo pesado encontrava-se tomado pelas chamas e não possibilitou ao motorista retirar o tractor.

A Cruz Branca foi reforçada pela Cruz Verde através do VECI com 5 elementos e do VTGC com dois elementos. O comando das operações foi do 2º Comandante da Cruz Branca.

Dois acidentes marcaram a actividade da Cruz Branca no passado Sábado

O primeiro acidente verificou-se às 10H45, envolvendo dois veículos ligeiros de passageiros e um autocarro da Câmara Municipal de Vila Real. Tudo isto ocorreu no Ip4, junto a Parada de Cunhos, nas imediações da cidade. Deste acidente resultaram quatro vítimas mortais, que viajavam num dos automóveis e dez feridos ligeiros do autocarro.

Outro acidente registou-se cerca das 10H45, em Sirarelhos, aldeia na serra do Alvão, com uma máquina rectro-escavadora, que virou, atingindo o seu operador, num membro inferior.

O primeiro acidente envolveu 7 ambulâncias (4 da Cruz Branca e 3 da Cruz Verde), o VSAE, a ABTM e o VCOT da Cruz Branca.

Na fase final dos trabalhos do acidente no IP4, foi pedido o envio de uma ABSC(transportou também a equipa médica helitransportada) e o VSAE para o acidente de Sirarelhos. O acidentado foi estabilizado e evacuado para o Hospital de Vila Real

O Túnel do Marão e os Bombeiros da Cruz Branca, uma situação Inédita

A empresa construtora da auto-estrada Amarante Vila Real (A4), denomina-se Infratunel, composta por parceiros espanhóis e portugueses (Somague), entre outros, apresentou-se aos Bombeiros da Cruz Branca. Fez uma abordagem sobre o projecto a implementar, identificou os elementos de ligação entre a empresa e os bombeiros e identificou os principais riscos: quedas em altura, acidentes variados na vertente da construção civil, incêndios em estaleiros, nos equipamentos e possibilidade de soterrados.

A análise do plano de emergência e outros dados complementares obrigou a Cruz Branca a algumas alterações designadamente:

  • Rever formação em TAS, SGA, SD; Mergulho; combate a incêndios em espaços confinados e resgate em edifícios colapsados.
  • Paralelamente houve uma definição de grelhas de alarme com os veículos adequados e com algumas alterações na carga de material da cada veículo.

Para além das grelhas de alarme como já foi dito que podem ser consultadas, as ABSC 01 e ABSC 02 (INEM), foram equipadas com mascaras de protecção para evitar a inalação de partículas em suspensão, quando da intervenção no interior do Túnel, após a detonação das cargas explosivas. O VSAE, foi reforçado com um carro de mão com manga de 45.

Também foram efectuados procedimentos na central de comunicações para melhorar a informação sobre a ocorrência e sua localização precisa. Relativamente aos tripulantes das ambulâncias a utilização de capacete é obrigatória. À equipa do VSAE, no interior do Túnel é obrigatória a utilização de ARICAS.

Podemos afirmar que esta construção da A4 implicou alterações ao quotidiano deste Corpo de Bombeiros, pois os riscos são diferentes.

Nato, Policia e Blindados

No próximo mês de Novembro, Lisboa vai receber a cimeira da NATO. Destaca-se a delegação dos EUA, com a presença o Presidente Obama. A esta reunião assistirá também o Presidente da Rússia, na qualidade de observador.

Percebe-se facilmente a dimensão mundial do acontecimento e as implicações aos vários níveis da organização, destacando-se a segurança “security”.

A cada uma das forças policiais (PSP, GNR, PJ, SEF e SIS), foi-lhe distribuída a sua missão e avaliada a capacidade para o seu desempenho.

Das várias exigências que cada força policial apresentou, destaca-se a aquisição de veículos blindados para a PSP. Não deve ser uma factura de “trocos”, pelas notícias são cerca de 5 milhões de euros, por ajuste directo.

Existem momentos e realizações que funcionam como oportunidades para o seu reequipamento. Não coloco de parte essa necessidade. Só questiono é a forma leviana como se decide gastar dinheiro em blindados.

Como devem estar lembrados, a GNR em 2001 adquiriu blindados para “marchar “ para o Iraque. O exército está a efectuar o seu reequipamento com os blindados “Pandur 8×8”, que segundo um guru é do que melhor se fabrica no mundo.

Percebemos a importância da reunião, o alcance mundial, e a responsabilidade da sua organização. Também estamos certos que a utilização dos blindados da GNR e ou do exército facilitaria as contas públicas.

O folhetim do célebre concurso das 95 viaturas para os bombeiros, já vem de 2007 e não se sabe quando termina. Quando forem todas as viaturas entregues já teremos necessidade de avaliar novamente o estado do equipamento em parque.

Quando existe vontade, tudo se resolve. Sempre com euros, com ou sem concursos. Os Bombeiros nesta matéria não têm” padrinhos”.

BentoDouro

Novo quartel da Cruz Branca assinado

No passado dia 27 de Setembro, no Salão Nobre do Ministério da Administração Interna, em Lisboa, foi assinado o contrato de financiamento para o novo quartel.

A Associação esteve representada pelo Presidente da Direcção António Graça que subscreveu o contrato e pelo Comandante
Álvaro Ribeiro.
O custo é de 1.250.000 euros, sendo a comparticipação dos Fundos Comunitários e do Estado Português de 70% e o restante da responsabilidade da Associação Humanitária.
A etapa seguinte é a selecção da empresa construtora, de acordo com o concurso público realizado anteriormente.
Brevemente será anunciada pelo júri do concurso e confirmada pela Direcção da Associação a empresa vencedora.
Após os prazos legais será assinada a consignação da obra e inicio da construção.